O FIM DO MUNDO ESTÁ PROXIMO - A CHEGADA DO ANO 2000

 


O final do mundo está perto

            Quem nunca escutou falar que as pessoas achavam que no ano 2000 tudo ia acabar.

            Imagina depois de todo o processo político e social que o Brasil estava vivendo a estabilidade econômica sonhada que agora era possível conquistar, na segunda metade da década de 90 com o surgimento do plano real as novas eleições e finalmente um presidente eleito, que sim... conseguiu assumir a presidência, chegamos a pensar por algum motivo que aquela cadeira estava amaldiçoada, já que ... falando sério ninguém parava quieto nessa cadeira.

            Bom mudando de assunto antes de chegar no fim do mundo e da histeria coletiva de alguns.

            Durante a década dos 90" que ficou marcada por vários acontecimentos simultâneos no âmbito politico, como no social, no cultural e religioso, mas antes de chegar ao religioso e como já passamos pelo politico e social vamos dar uma olhada no cultural o parte dele ao menos.

            De 1990 a 2000 o brasil foi marcado por várias coisas, entre elas o surgimento do pagode como expressão popular.

             Ah!! Lembro claramente que os grupos de pagodes começaram a surgir e se massificar como moscasNão existe um registro oficial único que aponte o número exato de todos os grupos de pagode surgidos especificamente entre 1995 e 2000, pois muitos operavam de forma regional ou independente antes de chegarem às grandes gravadoras. No entanto, este período marca o ápice do "Boom do Pagode", onde o mercado fonográfico brasileiro viu uma explosão de novos artistas impulsionada pela ascensão da Classe C. 

O período foi marcado pela onipresença desses grupos em programas de auditório (como o Domingo Legal e Domingão do Faustão), o que gerava uma demanda frenética por novas bandas a cada mês. 

A Marca "Pagode 90" o sucesso foi tão característico que o termo "Pagode 90" acabou sendo registrado como uma marca própria para eventos de nostalgia que reúnem grupos como KiloucuraMolejoGrupo Raça e Pirraça.

Paralelamente ao Boom do pagode o movimento RAP que tinha começado uma década antes no nosso pais começou a se consolidar. 

Chamado de a "Era de Ouro do Rap Nacional", o movimento hip hop nos anos 90 e início dos 2000 começava sua corria em paralelo ao sucesso do pagode, mas com uma proposta totalmente oposta: enquanto o pagode falava de amor e festa, o rap era a voz da denúncia social e da realidade das periferias. 

 O final da década de 1990 no Brasil foi um período de efervescência cultural, marcado pela consolidação da redemocratização, o surgimento de novas tecnologias digitais e a fusão de ritmos locais com influências globais. 

Os principais movimentos culturais que surgiram ou se consolidaram nessa época e persistem até hoje incluem:

Manguebeat (Manguebit): Surgido no início/meados dos anos 90 em Recife, com Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, o movimento misturava ritmos tradicionais (maracatu, coco) com rock, hip hop e música eletrônica. Ele revalorizou a cultura pernambucana e o legado de Chico Science (falecido em 1997) continua influenciando novas gerações de artistas que misturam ritmos regionais com batidas modernas.

Hip Hop Brasileiro e Rap Nacional: Embora tenha começado antes, o rap brasileiro se consolidou nacionalmente na década de 90, com grupos como Racionais MC's retratando a realidade das periferias. A cultura hip hop (rap, grafite, break) se expandiu e hoje é uma das principais formas de expressão cultural e de resistência social no Brasil.

Cena Independente e Rock Alternativo: Após o auge do rock brasileiro dos anos 80, os anos 90 trouxeram uma cena alternativa forte (Raimundos, Skank, Mamonas Assassinas, Chico Science), que abriu portas para a produção independente, festivais de música (como o Abril Pro Rock) e a mistura de gêneros que influenciam a música pop/alternativa atual.

Renovação da Música Brasileira em São Paulo: Uma geração de músicos iniciada nos anos 1990, que inclui nomes como Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci e outros, começou a reformular a música feita em São Paulo, focando em produções mais autorais e contemporâneas que persistem no cenário musical atual.

Globalização da Cultura Pop e Eletrônica: A partir de meados da década de 90, o Brasil se abriu mais ao mercado internacional, com a popularização da música eletrônica (techno, trance, house) em clubes, o que pavimentou o caminho para a cena de música eletrônica que é forte no país hoje. 

Atualmente, o pânico está muito ligado à ansiedade climática. O Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) é um símbolo mantido por cientistas para alertar quão próximos estamos de uma catástrofe global (nuclear ou climática). 

Apesar da temática de musica e movimentos culturais ser muito rica e com muito material para escrever, vamos pular o assunto e continuar com o bug do milênio e teorias que estão presente ate hoje e que surgiram nessa década.

Apesar do alarde, o ano de 1999 foi mais marcado pela transição tecnológica e crises econômicas, como a desvalorização do Real no Brasil, do que por um apocalipse real.

Na virada do ano de 1999 para 2000, o medo tomou conta de todo o mundo por conta de uma possível falha nos sistemas de computação. O chamado bug do milênio era um erro que poderia ocorrer na virada do milênio por conta da forma em que as datas eram guardadas nos computadores.

Naquela época, os computadores guardavam somente os dois últimos dígitos para simbolizar cada ano. Ou seja, para 1998, os computadores memorizavam apenas “98”, enquanto para 1999, eles registravam somente “99”.

Com isso, para a virada do milênio, havia o medo sobre como seria interpretado o dia 1º de janeiro de 2000. Existia a chance deles não reconhecessem o ano 2000, visto que guardariam somente os dígitos “00”, e entendessem como o ano de 1900 ou então de 19100.O ano 2000 passou, e o medo provou ser um alarme falso, marcando a história como um dos grandes pânicos tecnológicos do fim do século XX.

Apesar de tudo vamos nos aprofundar um pouco mais na imaginação fértil do ser humano de como ele consegue inventar coisas onde não exite e de como outros conseguem ver a oportunidade de ganhar com a fé de outros.

Primeiro, você sabe o que é "Calipsefobia" (O Medo Patológico) 

A calipsefobia é o medo persistente e irracional do fim do mundo ou do apocalipse. Embora não seja um diagnóstico oficial único, é tratada como uma fobia específica que causa ansiedade intensa e debilitante. 

Causas: Pode ser alimentada por interpretações religiosas (como o livro do Apocalipse), teorias da conspiração na internet ou notícias sobre crises globais.

Sintomas: Ansiedade extrema, ataques de pânico e obsessão por notícias catastróficas. 

    A previsão de "fim do mundo" em 1999 foi um pânico global focado na virada do milênio, impulsionado pelo "Bug do Milênio" (falha nos computadores que não entenderiam a mudança para o ano 2000) e profecias como as de Nostradamus. O medo gerou desabastecimento, relatos de suicídio e comportamentos extremos, mas a transição ocorreu sem grandes incidentes. A previsão de "fim do mundo" em 1999 foi um pânico global focado na virada do milênio, impulsionado pelo "Bug do Milênio" (falha nos computadores que não entenderiam a mudança para o ano 2000) e profecias como as de Nostradamus. 

O medo gerou desabastecimento, relatos de suicídio e comportamentos extremos, mas a transição ocorreu sem grandes incidentes. A previsão de "fim do mundo" em 1999 foi um pânico global focado na virada do milênio, impulsionado pelo "Bug do Milênio" (falha nos computadores que não entenderiam a mudança para o ano 2000) e profecias como as de Nostradamus. O medo gerou desabastecimento, relatos de suicídio e comportamentos extremos. Aproximadamente US$ 300 bilhões foram gastos mundialmente para atualizar computadores e sistemas, o que ajudou a evitar o colapso.

Apesar disso surgiu a venda de "terrenos no céu" por pastores, incentivando os fieis a deixarem seus pertences terrenais a igreja pois o fim do mundo estava próximo.

Embora associada a denúncias de estelionato religioso, é um fenômeno que se popularizou mais intensamente após o ano 2000, já que o mundo não acabou e uma nova data tinha surgido para então com o calendário MAIA , apesar de tudo não há registros amplamente documentados de tal prática específica (venda literal de terreno celestial) por pastores evangélicos ou pela Igreja Católica, acho que todos no dia seguinte devem ter cobrado a devolução.

Com tantas teorias de fim de mundo e bug que provavelmente colapsariam não era de se esperar que muitos começassem a fazer interpretações erradas de releituras. 

As interpretações das profecias de Nostradamus (médico e vidente francês do século XVI) são famosas por serem vagas o suficiente para que as pessoas as adaptem a qualquer grande evento ou pânico coletivo, como o que vemos na sua imagem satírica.

Sobre a "data final", Nostradamus nunca cravou um dia exato para o fim de tudo, mas deixou pistas que alimentaram o medo em diferentes épocas cada um interpreta como quiser o que esta escrito.

O Pânico de Julho de 1999

Muitas pessoas acreditaram que o mundo acabaria antes mesmo do ano 2000 devido à sua famosa quadra (X.72):

"No ano de mil novecentos e noventa e nove, sétimo mês, do céu virá um grande Rei do Terror..."

Como nada aconteceu em julho de 1999, o pânico foi "transferido" para o Bug do Milênio em 2000, gerando apenas ressaca e dívidas que quem acreditou teve que pagar.

O "Terceiro Anticristo"

Nostradamus descreveu três grandes figuras malignas (Anticristos) que trariam destruição:

As pessoas costumam identificar os dois primeiros como Napoleão e Hitler.

O surgimento do terceiro marcaria uma guerra de 27 anos que levaria ao fim da civilização como a conhecemos.

 Toda vez que surge uma tensão global, os entusiastas de Nostradamus dizem que a contagem regressiva começou. Eu tenho quase certeza que o terceiro é Donald Trump, que já começou sua jogada.

agora a pergunta é porque  as pessoas acreditam nessas interpretações, o estilo de escrita dele (quadras em francês arcaico com anagramas e metáforas) permite que, depois que um evento acontece, alguém diga: "Veja, Nostradamus previu isso!". É o que chamamos de clarividência retroativa aumentando mais a veracidade da predição.

Para os grupos mais místicos , o Bug do Milênio não era um erro de computador, mas um sinal espiritual. Alguns acreditavam que o reset digital abriria o caminho para uma invasão alienígena ou que era o início literal do Armagedom bíblico.

Um dos medos mais específicos era de que os sistemas de controle de tráfego aéreo e o software interno das aeronaves interpretariam a data errada e simplesmente parariam de funcionar em pleno voo. Na virada de 1999 para 2000, o número de voos agendados caiu drasticamente porque ninguém queria estar no ar à meia-noite.

No fim, nada disso aconteceu, e o dia 2 de janeiro foi exatamente como qualquer outro dia: muita gente ficou com vergonha de ter estocado comida e comprado bunkers desnecessários.

O Resultado: A virada de 1999 para 2000 aconteceu com apenas falhas menores e sem consequências catastróficas para a humanidade.

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